<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6260691228425000321</id><updated>2012-02-16T03:26:39.136-08:00</updated><category term='Coração'/><title type='text'>frases</title><subtitle type='html'>que queria ter dito...
ditas despretenciosamente...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://disseram.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6260691228425000321/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disseram.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>16</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6260691228425000321.post-3154031262932388450</id><published>2010-08-29T08:58:00.001-07:00</published><updated>2010-08-29T08:58:59.771-07:00</updated><title type='text'>O Guardador de Rebanhos</title><content type='html'>&lt;div class="title-article-single"&gt; &lt;h1&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div class="hidden"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;Escrito em 1911-1912&lt;div class="text" id="resizable"&gt;&lt;div class="text-single"&gt; &lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;I&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca guardei rebanhos,&lt;br /&gt;Mas é como se os guardasse.&lt;br /&gt;Minha alma é como um pastor,&lt;br /&gt;Conhece o vento e o sol&lt;br /&gt;E anda pela mão das Estações&lt;br /&gt;A seguir e a olhar.&lt;br /&gt;Toda a paz da Natureza sem gente&lt;br /&gt;Vem sentar-se a meu lado.&lt;br /&gt;Mas eu fico triste como um pôr do Sol&lt;br /&gt;Para a nossa imaginação,&lt;br /&gt;Quando esfria no fundo da planície&lt;br /&gt;É se sente a noite entrada&lt;br /&gt;Como uma borboleta pela janela.&lt;br /&gt;Mas a minha tristeza é sossego&lt;br /&gt;Porque é natural e justa&lt;br /&gt;E é o que deve estar na alma&lt;br /&gt;Quando já pensa que existe&lt;br /&gt;E as mãos colhem flores sem ela dar por isso.&lt;br /&gt;Como um ruído de chocalhos&lt;br /&gt;Para além da curva da estrada,&lt;br /&gt;Os meus pensamentos são contentes.&lt;br /&gt;Só tenho pena de saber que eles são contentes,&lt;br /&gt;Porque, se o não soubesse,&lt;br /&gt;Em vez de serem contentes e tristes,&lt;br /&gt;Seriam alegres e contentes.&lt;br /&gt;Pensar incomoda como andar à chuva&lt;br /&gt;Quando o vento cresce e parece que chove mais.&lt;br /&gt;Não tenho ambições nem desejos&lt;br /&gt;Ser poeta não é uma ambição minha&lt;br /&gt;É a minha maneira de estar sozinho.&lt;br /&gt;E se desejo às vezes&lt;br /&gt;Por imaginar, ser cordeirinho&lt;br /&gt;(Ou ser o rebanho todo&lt;br /&gt;Para andar espalhado por toda a encosta&lt;br /&gt;A ser muita cousa feliz ao mesmo tempo),&lt;br /&gt;É só porque sinto o que escrevo ao pôr do Sol,&lt;br /&gt;Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz&lt;br /&gt;E corre um silêncio pela erva fora.&lt;br /&gt;Quando me sento a escrever versos&lt;br /&gt;Ou, passeando pelos caminhos ou pelos atalhos,&lt;br /&gt;Escrevo versos num papel que está no meu pensamento,&lt;br /&gt;Sinto um cajado nas mãos&lt;br /&gt;E vejo um recorte de mim&lt;br /&gt;No cimo dum outeiro,&lt;br /&gt;Olhando para o meu rebanho e vendo as minhas ideias,&lt;br /&gt;Ou olhando para as minhas ideias e vendo o meu rebanho,&lt;br /&gt;E sorrindo vagamente como quem não compreende o que se diz&lt;br /&gt;E quer fingir que compreende.&lt;br /&gt;Saúdo todos os que me lerem,&lt;br /&gt;Tirando-lhes o chapéu largo&lt;br /&gt;Quando me veem à minha porta&lt;br /&gt;Mal a diligência levanta no cimo do outeiro.&lt;br /&gt;Saúdo-os e desejo-lhes sol,&lt;br /&gt;E chuva, quando a chuva é precisa,&lt;br /&gt;E que as suas casas tenham&lt;br /&gt;Ao pé duma janela aberta&lt;br /&gt;Uma cadeira predilecta&lt;br /&gt;Onde se sentem, lendo os meus versos.&lt;br /&gt;E ao lerem os meus versos pensem&lt;br /&gt;Que sou qualquer cousa natural —&lt;br /&gt;Por exemplo, a árvore antiga&lt;br /&gt;À sombra da qual quando crianças&lt;br /&gt;Se sentavam com um baque, cansados de brincar,&lt;br /&gt;E limpavam o suor da testa quente&lt;br /&gt;Com a manga do bibe riscado.&lt;/div&gt;&lt;div class="alignright"&gt;08/03/1914&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;II&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O meu olhar é nítido como um girassol.&lt;br /&gt;Tenho o costume de andar pelas estradas&lt;br /&gt;Olhando para a direita e para a esquerda,&lt;br /&gt;E de vez em quando olhando para trás…&lt;br /&gt;E o que vejo a cada momento&lt;br /&gt;É aquilo que nunca antes eu tinha visto,&lt;br /&gt;E eu sei dar por isso muito bem…&lt;br /&gt;Sei ter o pasmo essencial&lt;br /&gt;Que tem uma criança se, ao nascer,&lt;br /&gt;Reparasse que nascera deveras…&lt;br /&gt;Sinto-me nascido a cada momento&lt;br /&gt;Para a eterna novidade do mundo…&lt;br /&gt;Creio no mundo como num malmequer,&lt;br /&gt;Porque o vejo. Mas não penso nele&lt;br /&gt;Porque pensar é não compreender…&lt;br /&gt;O Mundo não se fez para pensarmos nele&lt;br /&gt;(Pensar é estar doente dos olhos)&lt;br /&gt;Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo…&lt;br /&gt;Eu não tenho filosofia: tenho sentidos…&lt;br /&gt;Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,&lt;br /&gt;Mas porque a amo, e amo-a por isso,&lt;br /&gt;Porque quem ama nunca sabe o que ama&lt;br /&gt;Nem sabe por que ama, nem o que é amar…&lt;br /&gt;Amar é a eterna inocência,&lt;br /&gt;E a única inocência é não pensar…&lt;/div&gt;&lt;div class="alignright"&gt;08/03/1914&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;III&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ao entardecer, debruçado pela janela,&lt;br /&gt;E sabendo de soslaio que há campos em frente,&lt;br /&gt;Leio até me arderem os olhos&lt;br /&gt;O livro de Cesário Verde.&lt;br /&gt;Que pena que tenho dele! Ele era um camponês&lt;br /&gt;Que andava preso em liberdade pela cidade.&lt;br /&gt;Mas o modo como olhava para as casas,&lt;br /&gt;E o modo como reparava nas ruas,&lt;br /&gt;E a maneira como dava pelas cousas,&lt;br /&gt;É o de quem olha para árvores,&lt;br /&gt;E de quem desce os olhos pela estrada por onde vai andando&lt;br /&gt;E anda a reparar nas flores que há pelos campos…&lt;br /&gt;Por isso ele tinha aquela grande tristeza&lt;br /&gt;Que ele nunca disse bem que tinha,&lt;br /&gt;Mas andava na cidade como quem anda no campo&lt;br /&gt;E triste como esmagar flores em livros&lt;br /&gt;E pôr plantas em jarros…&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;IV&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Esta tarde a trovoada caiu&lt;br /&gt;Pelas encostas do céu abaixo&lt;br /&gt;Como um pedregulho enorme…&lt;br /&gt;Como alguém que duma janela alta&lt;br /&gt;Sacode uma toalha de mesa,&lt;br /&gt;E as migalhas, por caírem todas juntas,&lt;br /&gt;Fazem algum barulho ao cair,&lt;br /&gt;A chuva chovia do céu&lt;br /&gt;E enegreceu os caminhos…&lt;br /&gt;Quando os relâmpagos sacudiam o ar&lt;br /&gt;E abanavam o espaço&lt;br /&gt;Como uma grande cabeça que diz que não,&lt;br /&gt;Não sei porquê — eu não tinha medo —&lt;br /&gt;Pus-me a rezar a Santa Bárbara&lt;br /&gt;Como se eu fosse a velha tia de alguém…&lt;br /&gt;Ah! é que rezando a Santa Bárbara&lt;br /&gt;Eu sentia-me ainda mais simples&lt;br /&gt;Do que julgo que sou…&lt;br /&gt;Sentia-me familiar e caseiro&lt;br /&gt;E tendo passado a vida&lt;br /&gt;Tranquilamente, como o muro do quintal;&lt;br /&gt;Tendo ideias e sentimentos por os ter&lt;br /&gt;Como uma flor tem perfume e cor…&lt;br /&gt;Sentia-me alguém que possa acreditar em Santa Bárbara…&lt;br /&gt;Ah, poder crer em Santa Bárbara!&lt;br /&gt;(Quem crê que há Santa Bárbara,&lt;br /&gt;Julgará que ela é gente e visível&lt;br /&gt;Ou que julgará dela?)&lt;br /&gt;(Que artifício! Que sabem&lt;br /&gt;As flores, as árvores, os rebanhos,&lt;br /&gt;De Santa Bárbara?… Um ramo de árvore,&lt;br /&gt;Se pensasse, nunca podia&lt;br /&gt;Construir santos nem anjos…&lt;br /&gt;Poderia julgar que o sol&lt;br /&gt;É Deus, e que a trovoada&lt;br /&gt;É uma quantidade de gente&lt;br /&gt;Zangada por cima de nós…&lt;br /&gt;Ali, como os mais simples dos homens&lt;br /&gt;São doentes e confusos e estúpidos&lt;br /&gt;Ao pé da clara simplicidade&lt;br /&gt;E saúde em existir&lt;br /&gt;Das árvores e das plantas!)&lt;br /&gt;E eu, pensando em tudo isto,&lt;br /&gt;Fiquei outra vez menos feliz…&lt;br /&gt;Fiquei sombrio e adoecido e soturno&lt;br /&gt;Como um dia em que todo o dia a trovoada ameaça&lt;br /&gt;E nem sequer de noite chega…&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;V&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Há metafísica bastante em não pensar em nada.&lt;br /&gt;O que penso eu do mundo?&lt;br /&gt;Sei lá o que penso do mundo!&lt;br /&gt;Se eu adoecesse pensaria nisso.&lt;br /&gt;Que ideia tenho eu das cousas?&lt;br /&gt;Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos?&lt;br /&gt;Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma&lt;br /&gt;E sobre a criação do Mundo?&lt;br /&gt;Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos&lt;br /&gt;E não pensar. É correr as cortinas&lt;br /&gt;Da minha janela (mas ela não tem cortinas).&lt;br /&gt;O mistério das cousas? Sei lá o que é mistério!&lt;br /&gt;O único mistério é haver quem pense no mistério.&lt;br /&gt;Quem está ao sol e fecha os olhos,&lt;br /&gt;Começa a não saber o que é o sol&lt;br /&gt;E a pensar muitas cousas cheias de calor.&lt;br /&gt;Mas abre os olhos e vê o sol,&lt;br /&gt;E já não pode pensar em nada,&lt;br /&gt;Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos&lt;br /&gt;De todos os filósofos e de todos os poetas.&lt;br /&gt;A luz do sol não sabe o que faz&lt;br /&gt;E por isso não erra e é comum e boa.&lt;br /&gt;Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores?&lt;br /&gt;A de serem verdes e copadas e de terem ramos&lt;br /&gt;E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar,&lt;br /&gt;A nós, que não sabemos dar por elas.&lt;br /&gt;Mas que melhor metafísica que a delas,&lt;br /&gt;Que é a de não saber para que vivem&lt;br /&gt;Nem saber que o não sabem?&lt;br /&gt;«Constituição íntima das cousas»…&lt;br /&gt;«Sentido íntimo do Universo»…&lt;br /&gt;Tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada.&lt;br /&gt;É incrível que se possa pensar em cousas dessas.&lt;br /&gt;É como pensar em razões e fins&lt;br /&gt;Quando o começo da manhã está raiando, e pelos lados das árvores&lt;br /&gt;Um vago ouro lustroso vai perdendo a escuridão.&lt;br /&gt;Pensar no sentido íntimo das cousas&lt;br /&gt;É acrescentado, como pensar na saúde&lt;br /&gt;Ou levar um copo à água das fontes.&lt;br /&gt;O único sentido íntimo das cousas&lt;br /&gt;É elas não terem sentido íntimo nenhum.&lt;br /&gt;Não acredito em Deus porque nunca o vi.&lt;br /&gt;Se ele quisesse que eu acreditasse nele,&lt;br /&gt;Sem dúvida que viria falar comigo&lt;br /&gt;E entraria pela minha porta dentro&lt;br /&gt;Dizendo-me, &lt;em&gt;Aqui estou!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(Isto é talvez ridículo aos ouvidos&lt;br /&gt;De quem, por não saber o que é olhar para as cousas,&lt;br /&gt;Não compreende quem fala delas&lt;br /&gt;Com o modo de falar que reparar para elas ensina.)&lt;br /&gt;Mas se Deus é as flores e as árvores&lt;br /&gt;E os montes e sol e o luar,&lt;br /&gt;Então acredito nele,&lt;br /&gt;Então acredito nele a toda a hora,&lt;br /&gt;E a minha vida é toda uma oração e uma missa,&lt;br /&gt;E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.&lt;br /&gt;Mas se Deus é as árvores e as flores&lt;br /&gt;E os montes e o luar e o sol,&lt;br /&gt;Para que lhe chamo eu Deus?&lt;br /&gt;Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;&lt;br /&gt;Porque, se ele se fez, para eu o ver,&lt;br /&gt;Sol e luar e flores e árvores e montes,&lt;br /&gt;Se ele me aparece como sendo árvores e montes&lt;br /&gt;E luar e sol e flores,&lt;br /&gt;É que ele quer que eu o conheça&lt;br /&gt;Como árvores e montes e flores e luar e sol.&lt;br /&gt;E por isso eu obedeço-lhe,&lt;br /&gt;(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?),&lt;br /&gt;Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,&lt;br /&gt;Como quem abre os olhos e vê,&lt;br /&gt;E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,&lt;br /&gt;E amo-o sem pensar nele,&lt;br /&gt;E penso-o vendo e ouvindo,&lt;br /&gt;E ando com ele a toda a hora.&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;VI&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pensar em Deus é desobedecer a Deus,&lt;br /&gt;Porque Deus quis que o não conhecêssemos,&lt;br /&gt;Por isso se nos não mostrou…&lt;br /&gt;Sejamos simples e calmos,&lt;br /&gt;Como os regatos e as árvores,&lt;br /&gt;E Deus amar-nos-á fazendo de nós&lt;br /&gt;Belos como as árvores e os regatos,&lt;br /&gt;E dar-nos-á verdor na sua primavera,&lt;br /&gt;E um rio aonde ir ter quando acabemos!…&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;VII&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo…&lt;br /&gt;Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer&lt;br /&gt;Porque eu sou do tamanho do que vejo&lt;br /&gt;E não do tamanho da minha altura…&lt;br /&gt;Nas cidades a vida é mais pequena&lt;br /&gt;Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.&lt;br /&gt;Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,&lt;br /&gt;Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,&lt;br /&gt;Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,&lt;br /&gt;E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;VIII&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Num meio-dia de fim de primavera&lt;br /&gt;Tive um sonho como uma fotografia.&lt;br /&gt;Vi Jesus Cristo descer à terra.&lt;br /&gt;Veio pela encosta de um monte&lt;br /&gt;Tornado outra vez menino,&lt;br /&gt;A correr e a rolar-se pela erva&lt;br /&gt;E a arrancar flores para as deitar fora&lt;br /&gt;E a rir de modo a ouvir-se de longe.&lt;br /&gt;Tinha fugido do céu.&lt;br /&gt;Era nosso demais para fingir&lt;br /&gt;De segunda pessoa da Trindade.&lt;br /&gt;No céu era tudo falso, tudo em desacordo&lt;br /&gt;Com flores e árvores e pedras.&lt;br /&gt;No céu tinha que estar sempre sério&lt;br /&gt;E de vez em quando de se tornar outra vez homem&lt;br /&gt;E subir para a cruz, e estar sempre a morrer&lt;br /&gt;Com uma coroa toda à roda de espinhos&lt;br /&gt;E os pés espetados por um prego com cabeça,&lt;br /&gt;E até com um trapo à roda da cintura&lt;br /&gt;Como os pretos nas ilustrações.&lt;br /&gt;Nem sequer o deixavam ter pai e mãe&lt;br /&gt;Como as outras crianças.&lt;br /&gt;O seu pai era duas pessoas…&lt;br /&gt;Um velho chamado José, que era carpinteiro,&lt;br /&gt;E que não era pai dele;&lt;br /&gt;E o outro pai era uma pomba estúpida,&lt;br /&gt;A única pomba feia do mundo&lt;br /&gt;Porque não era do mundo nem era pomba.&lt;br /&gt;E a sua mãe não tinha amado antes de o ter.&lt;br /&gt;Não era mulher: era uma mala&lt;br /&gt;Em que ele tinha vindo do céu.&lt;br /&gt;E queriam que ele, que só nascera da mãe,&lt;br /&gt;E nunca tivera pai para amar com respeito,&lt;br /&gt;Pregasse a bondade e a justiça!&lt;br /&gt;Um dia que Deus estava a dormir&lt;br /&gt;E o Espírito Santo andava a voar,&lt;br /&gt;Ele foi à caixa dos milagres e roubou três.&lt;br /&gt;Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.&lt;br /&gt;Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.&lt;br /&gt;Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz&lt;br /&gt;E deixou-o pregado na cruz que há no céu&lt;br /&gt;E serve de modelo às outras.&lt;br /&gt;Depois fugiu para o sol&lt;br /&gt;E desceu pelo primeiro raio que apanhou.&lt;br /&gt;Hoje vive na minha aldeia comigo.&lt;br /&gt;É uma criança bonita de riso e natural.&lt;br /&gt;Limpa o nariz ao braço direito,&lt;br /&gt;Chapinha nas poças de água,&lt;br /&gt;Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.&lt;br /&gt;Atira pedras aos burros,&lt;br /&gt;Rouba a fruta dos pomares&lt;br /&gt;E foge a chorar e a gritar dos cães.&lt;br /&gt;E, porque sabe que elas não gostam&lt;br /&gt;E que toda a gente acha graça,&lt;br /&gt;Corre atrás das raparigas&lt;br /&gt;Que vão em ranchos pelas estradas&lt;br /&gt;Com as bilhas às cabeças&lt;br /&gt;E levanta-lhes as saias.&lt;br /&gt;A mim ensinou-me tudo.&lt;br /&gt;Ensinou-me a olhar para as cousas.&lt;br /&gt;Aponta-me todas as cousas que há nas flores.&lt;br /&gt;Mostra-me como as pedras são engraçadas&lt;br /&gt;Quando a gente as tem na mão&lt;br /&gt;E olha devagar para elas.&lt;br /&gt;Diz-me muito mal de Deus.&lt;br /&gt;Diz que ele é um velho estúpido e doente,&lt;br /&gt;Sempre a escarrar no chão&lt;br /&gt;E a dizer indecências.&lt;br /&gt;A Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meia.&lt;br /&gt;E o Espírito Santo coça-se com o bico&lt;br /&gt;E empoleira-se nas cadeiras e suja-as.&lt;br /&gt;Tudo no céu é estúpido como a Igreja Católica.&lt;br /&gt;Diz-me que Deus não percebe nada&lt;br /&gt;Das coisas que criou —&lt;br /&gt;«Se é que ele as criou, do que duvido» —&lt;br /&gt;«Ele diz, por exemplo, que os seres cantam a sua glória&lt;br /&gt;Mas os seres não cantam nada.&lt;br /&gt;Se cantassem seriam cantores.&lt;br /&gt;Os seres existem e mais nada,&lt;br /&gt;E por isso se chamam seres.»&lt;br /&gt;E depois, cansado de dizer mal de Deus,&lt;br /&gt;O Menino Jesus adormece nos meus braços&lt;br /&gt;E eu levo-o ao colo para casa.&lt;br /&gt;Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.&lt;br /&gt;Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.&lt;br /&gt;Ele é o humano que é natural,&lt;br /&gt;Ele é o divino que sorri e que brinca.&lt;br /&gt;E por isso é que eu sei com toda a certeza&lt;br /&gt;Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.&lt;br /&gt;E a criança tão humana que é divina&lt;br /&gt;É esta minha quotidiana vida de poeta,&lt;br /&gt;E é porque ele anda sempre comigo que eu sou poeta sempre,&lt;br /&gt;E que o meu mínimo olhar&lt;br /&gt;Me enche de sensação,&lt;br /&gt;E o mais pequeno som, seja do que for,&lt;br /&gt;Parece falar comigo.&lt;br /&gt;A Criança Nova que habita onde vivo&lt;br /&gt;Dá-me uma mão a mim&lt;br /&gt;E a outra a tudo que existe&lt;br /&gt;E assim vamos os três pelo caminho que houver,&lt;br /&gt;Saltando e cantando e rindo&lt;br /&gt;E gozando o nosso segredo comum&lt;br /&gt;Que é o de saber por toda a parte&lt;br /&gt;Que não há mistério no mundo&lt;br /&gt;E que tudo vale a pena.&lt;br /&gt;A Criança Eterna acompanha-me sempre.&lt;br /&gt;A direcção do meu olhar é o seu dedo apontando.&lt;br /&gt;O meu ouvido atento alegremente a todos os sons&lt;br /&gt;São as cócegas que ele me faz, brincando, nas orelhas.&lt;br /&gt;Damo-nos tão bem um com o outro&lt;br /&gt;Na companhia de tudo&lt;br /&gt;Que nunca pensamos um no outro,&lt;br /&gt;Mas vivemos juntos e dois&lt;br /&gt;Com um acordo íntimo&lt;br /&gt;Como a mão direita e a esquerda.&lt;br /&gt;Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas&lt;br /&gt;No degrau da porta de casa,&lt;br /&gt;Graves como convém a um deus e a um poeta,&lt;br /&gt;E como se cada pedra&lt;br /&gt;Fosse todo um universo&lt;br /&gt;E fosse por isso um grande perigo para ela&lt;br /&gt;Deixá-la cair no chão.&lt;br /&gt;Depois eu conto-lhe histórias das cousas só dos homens&lt;br /&gt;E ele sorri, porque tudo é incrível.&lt;br /&gt;Ri dos reis e dos que não são reis,&lt;br /&gt;E tem pena de ouvir falar das guerras,&lt;br /&gt;E dos comércios, e dos navios&lt;br /&gt;Que ficam fumo no ar dos altos-mares.&lt;br /&gt;Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade&lt;br /&gt;Que uma flor tem ao florescer&lt;br /&gt;E que anda com a luz do sol&lt;br /&gt;A variar os montes e os vales&lt;br /&gt;E a fazer doer aos olhos os muros caiados.&lt;br /&gt;Depois ele adormece e eu deito-o.&lt;br /&gt;Levo-o ao colo para dentro de casa&lt;br /&gt;E deito-o, despindo-o lentamente&lt;br /&gt;E como seguindo um ritual muito limpo&lt;br /&gt;E todo materno até ele estar nu.&lt;br /&gt;Ele dorme dentro da minha alma&lt;br /&gt;E às vezes acorda de noite&lt;br /&gt;E brinca com os meus sonhos.&lt;br /&gt;Vira uns de pernas para o ar,&lt;br /&gt;Põe uns em cima dos outros&lt;br /&gt;E bate as palmas sozinho&lt;br /&gt;Sorrindo para o meu sono.&lt;br /&gt;Quando eu morrer, filhinho,&lt;br /&gt;Seja eu a criança, o mais pequeno.&lt;br /&gt;Pega-me tu ao colo&lt;br /&gt;E leva-me para dentro da tua casa.&lt;br /&gt;Despe o meu ser cansado e humano&lt;br /&gt;E deita-me na tua cama.&lt;br /&gt;E conta-me histórias, caso eu acorde,&lt;br /&gt;Para eu tornar a adormecer.&lt;br /&gt;E dá-me sonhos teus para eu brincar&lt;br /&gt;Até que nasça qualquer dia&lt;br /&gt;Que tu sabes qual é.&lt;br /&gt;Esta é a história do meu Menino Jesus.&lt;br /&gt;Por que razão que se perceba&lt;br /&gt;Não há-de ser ela mais verdadeira&lt;br /&gt;Que tudo quanto os filósofos pensam&lt;br /&gt;E tudo quanto as religiões ensinam?&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;IX&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sou um guardador de rebanhos.&lt;br /&gt;O rebanho é os meus pensamentos&lt;br /&gt;E os meus pensamentos são todos sensações.&lt;br /&gt;Penso com os olhos e com os ouvidos&lt;br /&gt;E com as mãos e os pés&lt;br /&gt;E com o nariz e a boca.&lt;br /&gt;Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la&lt;br /&gt;E comer um fruto é saber-lhe o sentido.&lt;br /&gt;Por isso quando num dia de calor&lt;br /&gt;Me sinto triste de gozá-lo tanto,&lt;br /&gt;E me deito ao comprido na erva,&lt;br /&gt;E fecho os olhos quentes,&lt;br /&gt;Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,&lt;br /&gt;Sei a verdade e sou feliz.&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;X&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;«Olá, guardador de rebanhos,&lt;br /&gt;Aí à beira da estrada,&lt;br /&gt;Que te diz o vento que passa ?»&lt;br /&gt;«Que é, vento, e que passa,&lt;br /&gt;E que já passou antes,&lt;br /&gt;E que passará depois.&lt;br /&gt;E a ti o que te diz ?»&lt;br /&gt;«Muita cousa mais do que isso.&lt;br /&gt;Fala-me de muitas outras cousas.&lt;br /&gt;De memórias e de saudades&lt;br /&gt;E de cousas que nunca foram.»&lt;br /&gt;«Nunca ouviste passar o vento.&lt;br /&gt;O vento só fala do vento.&lt;br /&gt;O que lhe ouviste foi mentira,&lt;br /&gt;E a mentira está em ti.»&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;XI&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Aquela senhora tem um piano&lt;br /&gt;Que é agradável mas não é o correr dos rios&lt;br /&gt;Nem o murmúrio que as árvores fazem…&lt;br /&gt;Para que é preciso ter um piano?&lt;br /&gt;O melhor é ter ouvidos&lt;br /&gt;E amar a Natureza.&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;XII&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os pastores de Virgílio tocavam avenas e outras cousas&lt;br /&gt;E cantavam de amor literariamente.&lt;br /&gt;(Depois — eu nunca li Virgílio.&lt;br /&gt;Para que o havia eu de ler?)&lt;br /&gt;Mas os pastores de Virgílio, coitados, são Virgílio,&lt;br /&gt;E a Natureza é bela e antiga.&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;XIII&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Leve, leve, muito leve,&lt;br /&gt;Um vento muito leve passa,&lt;br /&gt;E vai-se, sempre muito leve.&lt;br /&gt;E eu não sei o que penso&lt;br /&gt;Nem procuro sabê-lo.&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;XIV&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não me importo com as rimas. Raras vezes&lt;br /&gt;Há duas árvores iguais, uma ao lado da outra,&lt;br /&gt;Penso e escrevo como as flores têm cor&lt;br /&gt;Mas com menos perfeição no meu modo de exprimir-me&lt;br /&gt;Porque me falta a simplicidade divina&lt;br /&gt;De ser todo só o meu exterior.&lt;br /&gt;Olho e comovo-me,&lt;br /&gt;Comovo-me como a água corre quando o chão é inclinado,&lt;br /&gt;E a minha poesia é natural como o levantar-se vento…&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;XV&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;As quatro canções que seguem&lt;br /&gt;Separam-se de tudo o que eu penso,&lt;br /&gt;Mentem a tudo o que eu sinto,&lt;br /&gt;São do contrário do que eu sou…&lt;br /&gt;Escrevi-as estando doente&lt;br /&gt;E por isso elas são naturais&lt;br /&gt;E concordam com aquilo que sinto,&lt;br /&gt;Concordam com aquilo com que não concordam…&lt;br /&gt;Estando doente devo pensar o contrário&lt;br /&gt;Do que penso quando estou são.&lt;br /&gt;(Senão não estaria doente)&lt;br /&gt;Devo sentir o contrário do que sinto&lt;br /&gt;Quando sou eu na saúde,&lt;br /&gt;Devo mentir à minha natureza&lt;br /&gt;De criatura que sente de certa maneira…&lt;br /&gt;Devo ser todo doente — ideias e tudo.&lt;br /&gt;Quando estou doente, não estou doente para outra cousa.&lt;br /&gt;Por isso essas canções que me renegam&lt;br /&gt;Não são capazes de me renegar&lt;br /&gt;E são a paisagem da minha alma de noite,&lt;br /&gt;A mesma ao contrário…&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;XVI&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quem me dera que a minha vida fosse um carro de bois&lt;br /&gt;Que vem a chiar, manhãzinha cedo, pela estrada,&lt;br /&gt;E que para de onde veio volta depois&lt;br /&gt;Quase à noitinha pela mesma estrada.&lt;br /&gt;Eu não tinha que ter esperanças — tinha só que ter rodas…&lt;br /&gt;A minha velhice não tinha rugas nem cabelo branco…&lt;br /&gt;Quando eu já não servia, tiravam-me as rodas&lt;br /&gt;E eu ficava virado e partido no fundo de um barranco.&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;XVII&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No meu prato que mistura de Natureza!&lt;br /&gt;As minhas irmãs as plantas,&lt;br /&gt;As companheiras das fontes, as santas&lt;br /&gt;A quem ninguém reza…&lt;br /&gt;E cortam-as e vêm à nossa mesa&lt;br /&gt;E nos hotéis os hóspedes ruidosos,&lt;br /&gt;Que chegam com correias tendo mantas&lt;br /&gt;Pedem «Salada», descuidosos…,&lt;br /&gt;Sem pensar que exigem à Terra-Mãe&lt;br /&gt;A sua frescura e os seus filhos primeiros,&lt;br /&gt;As primeiras verdes palavras que ela tem,&lt;br /&gt;As primeiras cousas vivas e irisantes&lt;br /&gt;Que Noé viu&lt;br /&gt;Quando as águas desceram e o cimo dos montes&lt;br /&gt;Verde e alagado surgiu&lt;br /&gt;E no ar por onde a pomba apareceu&lt;br /&gt;O arco-íris se esbateu…&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;XVIII&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quem me dera que eu fosse o pó da estrada&lt;br /&gt;E que os pés dos pobres me estivessem pisando…&lt;br /&gt;Quem me dera que eu fosse os rios que correm&lt;br /&gt;E que as lavadeiras estivessem à minha beira…&lt;br /&gt;Quem me dera que eu fosse os choupos à margem do rio&lt;br /&gt;E tivesse só o céu por cima e a água por baixo…&lt;br /&gt;Quem me dera que eu fosse o burro do moleiro&lt;br /&gt;E que ele me batesse e me estimasse…&lt;br /&gt;Antes isso que ser o que atravessa a vida&lt;br /&gt;Olhando para trás de si e tendo pena…&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;XIX&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O luar quando bate na relva&lt;br /&gt;Não sei que cousa me lembra…&lt;br /&gt;Lembra-me a voz da criada velha&lt;br /&gt;Contando-me contos de fadas.&lt;br /&gt;E de como Nossa Senhora vestida de mendiga&lt;br /&gt;Andava à noite nas estradas&lt;br /&gt;Socorrendo as crianças maltratadas…&lt;br /&gt;Se eu já não posso crer que isso é verdade,&lt;br /&gt;Para que bate o luar na relva?&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;XX&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,&lt;br /&gt;Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia&lt;br /&gt;Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.&lt;br /&gt;O Tejo tem grandes navios&lt;br /&gt;E navega nele ainda,&lt;br /&gt;Para aqueles que veem em tudo o que lá não está,&lt;br /&gt;A memória das naus.&lt;br /&gt;O Tejo desce de Espanha&lt;br /&gt;E o Tejo entra no mar em Portugal.&lt;br /&gt;Toda a gente sabe isso.&lt;br /&gt;Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia&lt;br /&gt;E para onde ele vai&lt;br /&gt;E donde ele vem.&lt;br /&gt;E por isso, porque pertence a menos gente,&lt;br /&gt;É mais livre e maior o rio da minha aldeia.&lt;br /&gt;Pelo Tejo vai-se para o Mundo.&lt;br /&gt;Para além do Tejo há a América&lt;br /&gt;E a fortuna daqueles que a encontram.&lt;br /&gt;Ninguém nunca pensou no que há para além&lt;br /&gt;Do rio da minha aldeia.&lt;br /&gt;O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.&lt;br /&gt;Quem está ao pé dele está só ao pé dele.&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;XXI&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Se eu pudesse trincar a terra toda&lt;br /&gt;E sentir-lhe um paladar,&lt;br /&gt;Seria mais feliz um momento…&lt;br /&gt;Mas eu nem sempre quero ser feliz.&lt;br /&gt;É preciso ser de vez em quando infeliz&lt;br /&gt;Para se poder ser natural…&lt;br /&gt;Nem tudo é dias de sol,&lt;br /&gt;E a chuva, quando falta muito, pede-se.&lt;br /&gt;Por isso tomo a infelicidade com a felicidade&lt;br /&gt;Naturalmente, como quem não estranha&lt;br /&gt;Que haja montanhas e planícies&lt;br /&gt;E que haja rochedos e erva…&lt;br /&gt;O que é preciso é ser-se natural e calmo&lt;br /&gt;Na felicidade ou na infelicidade,&lt;br /&gt;Sentir como quem olha,&lt;br /&gt;Pensar como quem anda,&lt;br /&gt;E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,&lt;br /&gt;E que o poente é belo e é bela a noite que fica…&lt;br /&gt;Assim é e assim seja…&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;XXII&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Como quem num dia de Verão abre a porta de casa&lt;br /&gt;E espreita para o calor dos campos com a cara toda,&lt;br /&gt;Às vezes, de repente, bate-me a Natureza de chapa&lt;br /&gt;Na cara dos meus sentidos,&lt;br /&gt;E eu fico confuso, perturbado, querendo perceber&lt;br /&gt;Não sei bem como nem o quê…&lt;br /&gt;Mas quem me mandou a mim querer perceber?&lt;br /&gt;Quem me disse que havia que perceber?&lt;br /&gt;Quando o Verão me passa pela cara&lt;br /&gt;A mão leve e quente da sua brisa,&lt;br /&gt;Só tenho que sentir agrado porque é brisa&lt;br /&gt;Ou que sentir desagrado porque é quente,&lt;br /&gt;E de qualquer maneira que eu o sinta,&lt;br /&gt;Assim, porque assim o sinto, é que é meu dever senti-lo…&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;XXIII&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O meu olhar azul como o céu&lt;br /&gt;É calmo como a água ao sol.&lt;br /&gt;É assim, azul e calmo,&lt;br /&gt;Porque não interroga nem se espanta…&lt;br /&gt;Se eu interrogasse e me espantasse&lt;br /&gt;Não nasciam flores novas nos prados&lt;br /&gt;Nem mudaria qualquer cousa no sol de modo a ele ficar mais belo.&lt;br /&gt;(Mesmo se nascessem flores novas no prado&lt;br /&gt;E se o sol mudasse para mais belo,&lt;br /&gt;Eu sentiria menos flores no prado&lt;br /&gt;E achava mais feio o sol…&lt;br /&gt;Porque tudo é como é e assim é que é,&lt;br /&gt;E eu aceito, e nem agradeço.&lt;br /&gt;Para não parecer que penso nisso…)&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;XXIV&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O que nós vemos das cousas são as cousas.&lt;br /&gt;Por que veríamos nós uma cousa se houvesse outra?&lt;br /&gt;Por que é que ver e ouvir seria iludirmo-nos&lt;br /&gt;Se ver e ouvir são ver e ouvir ?&lt;br /&gt;O essencial é saber ver,&lt;br /&gt;Saber ver sem estar a pensar,&lt;br /&gt;Saber ver quando se vê,&lt;br /&gt;E nem pensar quando se vê&lt;br /&gt;Nem ver quando se pensa.&lt;br /&gt;Mas isso (tristes de nós que trazemos a alma vestida!),&lt;br /&gt;Isso exige um estudo profundo,&lt;br /&gt;Uma aprendizagem de desaprender&lt;br /&gt;E uma sequestração na liberdade daquele convento&lt;br /&gt;De que os poetas dizem que as estrelas são as freiras eternas&lt;br /&gt;E as flores as penitentes convictas de um só dia,&lt;br /&gt;Mas onde afinal as estrelas não são senão estrelas&lt;br /&gt;Nem as flores senão flores,&lt;br /&gt;Sendo por isso que lhes chamamos estrelas e flores.&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;XXV&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;As bolas de sabão que esta criança&lt;br /&gt;Se entretém a largar de uma palhinha&lt;br /&gt;São translucidamente uma filosofia toda.&lt;br /&gt;Claras, inúteis e passageiras como a Natureza,&lt;br /&gt;Amigas dos olhos como as cousas,&lt;br /&gt;São aquilo que são&lt;br /&gt;Com uma precisão redondinha e aérea,&lt;br /&gt;E ninguém, nem mesmo a criança que as deixa,&lt;br /&gt;Pretende que elas são mais do que parecem ser.&lt;br /&gt;Algumas mal se veem no ar lúcido.&lt;br /&gt;São como a brisa que passa e mal toca nas flores&lt;br /&gt;E que só sabemos que passa&lt;br /&gt;Porque qualquer cousa se aligeira em nós&lt;br /&gt;E aceita tudo mais nitidamente.&lt;/div&gt;&lt;div class="alignright"&gt;13/03/1914&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;XXVI&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, em dias de luz perfeita e exacta,&lt;br /&gt;Em que as cousas têm toda a realidade que podem ter,&lt;br /&gt;Pergunto a mim próprio devagar&lt;br /&gt;Por que sequer atribuo eu&lt;br /&gt;Beleza às cousas.&lt;br /&gt;Uma flor acaso tem beleza?&lt;br /&gt;Tem beleza acaso um fruto?&lt;br /&gt;Não: têm cor e forma&lt;br /&gt;E existência apenas.&lt;br /&gt;A beleza é o nome de qualquer cousa que não existe&lt;br /&gt;Que eu dou às cousas em troca do agrado que me dão.&lt;br /&gt;Não significa nada.&lt;br /&gt;Então por que digo eu das cousas: são belas?&lt;br /&gt;Sim, mesmo a mim, que vivo só de viver&lt;br /&gt;Invisíveis, vêm ter comigo as mentiras dos homens&lt;br /&gt;Perante as cousas,&lt;br /&gt;Perante as cousas que simplesmente existem.&lt;br /&gt;Que difícil ser próprio e não ver senão o visível!&lt;/div&gt;&lt;div class="alignright"&gt;13/03/1914&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;XXVII&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Só a Natureza é divina, e ela não é divina…&lt;br /&gt;Se falo dela como de um ente&lt;br /&gt;É que para falar dela preciso usar da linguagem dos homens&lt;br /&gt;Que dá personalidade às cousas,&lt;br /&gt;E impõe nome às cousas.&lt;br /&gt;Mas as cousas não têm nome nem personalidade:&lt;br /&gt;Existem, e o céu é grande a terra larga,&lt;br /&gt;E o nosso coração do tamanho de um punho fechado…&lt;br /&gt;Bendito seja eu por tudo quanto sei.&lt;br /&gt;Gozo tudo isso como quem sabe que há o sol.&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;XXVIII&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Li hoje quase duas páginas&lt;br /&gt;Do livro dum poeta místico,&lt;br /&gt;E ri como quem tem chorado muito.&lt;br /&gt;Os poetas místicos são filósofos doentes,&lt;br /&gt;E os filósofos são homens doidos.&lt;br /&gt;Porque os poetas místicos dizem que as flores sentem&lt;br /&gt;E dizem que as pedras têm alma&lt;br /&gt;E que os rios têm êxtases ao luar.&lt;br /&gt;Mas as flores, se sentissem, não eram flores,&lt;br /&gt;Eram gente;&lt;br /&gt;E se as pedras tivessem alma, eram cousas vivas, não eram pedras;&lt;br /&gt;E se os rios tivessem êxtases ao luar,&lt;br /&gt;Os rios seriam homens doentes.&lt;br /&gt;É preciso não saber o que são flores e pedras e rios&lt;br /&gt;Para falar dos sentimentos deles.&lt;br /&gt;Falar da alma das pedras, das flores, dos rios,&lt;br /&gt;É falar de si próprio e dos seus falsos pensamentos.&lt;br /&gt;Graças a Deus que as pedras são só pedras,&lt;br /&gt;E que os rios não são senão rios,&lt;br /&gt;E que as flores são apenas flores.&lt;br /&gt;Por mim, escrevo a prosa dos meus versos&lt;br /&gt;E fico contente,&lt;br /&gt;Porque sei que compreendo a Natureza por fora;&lt;br /&gt;E não a compreendo por dentro&lt;br /&gt;Porque a Natureza não tem dentro;&lt;br /&gt;Senão não era a Natureza.&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;XXIX&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nem sempre sou igual no que digo e escrevo.&lt;br /&gt;Mudo, mas não mudo muito.&lt;br /&gt;A cor das flores não é a mesma ao sol&lt;br /&gt;De, que quando uma nuvem passa&lt;br /&gt;Ou quando entra a noite&lt;br /&gt;E as flores são cor da sombra.&lt;br /&gt;Mas quem olha bem vê que são as mesmas flores.&lt;br /&gt;Por isso quando pareço não concordar comigo,&lt;br /&gt;Reparem bem para mim:&lt;br /&gt;Se estava virado para a direita,&lt;br /&gt;Voltei-me agora para a esquerda,&lt;br /&gt;Mas sou sempre eu, assente sobre os mesmos pés —&lt;br /&gt;O mesmo sempre, graças ao céu e à terra&lt;br /&gt;E aos meus olhos e ouvidos atentos&lt;br /&gt;E à minha clara simplicidade de alma…&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;XXX&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Se quiserem que eu tenha um misticismo, está bem, tenho-o.&lt;br /&gt;Sou místico, mas só com o corpo.&lt;br /&gt;A minha alma é simples e não pensa.&lt;br /&gt;O meu misticismo é não querer saber.&lt;br /&gt;É viver e não pensar nisso.&lt;br /&gt;Não sei o que é a Natureza: canto-a.&lt;br /&gt;Vivo no cimo dum outeiro&lt;br /&gt;Numa casa caiada e sozinha,&lt;br /&gt;E essa é a minha definição.&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;XXXI&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Se às vezes digo que as flores sorriem&lt;br /&gt;E se eu disser que os rios cantam,&lt;br /&gt;Não é porque eu julgue que há sorrisos nas flores&lt;br /&gt;E cantos no correr dos rios…&lt;br /&gt;É porque assim faço mais sentir aos homens falsos&lt;br /&gt;A existência verdadeiramente real das flores e dos rios.&lt;br /&gt;Porque escrevo para eles me lerem sacrifico-me às vezes&lt;br /&gt;À sua estupidez de sentidos…&lt;br /&gt;Não concordo comigo mas absolvo-me,&lt;br /&gt;Porque só sou essa cousa séria, um intérprete da Natureza,&lt;br /&gt;Porque há homens que não percebem a sua linguagem,&lt;br /&gt;Por ela não ser linguagem nenhuma.&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;XXXII&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ontem à tarde um homem das cidades&lt;br /&gt;Falava à porta da estalagem.&lt;br /&gt;Falava comigo também.&lt;br /&gt;Falava da justiça e da luta para haver justiça&lt;br /&gt;E dos operários que sofrem,&lt;br /&gt;E do trabalho constante, e dos que têm fome&lt;br /&gt;E dos ricos, que só têm costas para isso.&lt;br /&gt;E, olhando para mim, viu-me lágrimas nos olhos&lt;br /&gt;E sorriu com agrado, julgando que eu sentia&lt;br /&gt;O ódio que ele sentia, e a compaixão&lt;br /&gt;Que ele dizia que sentia.&lt;br /&gt;(Mas eu mal o estava ouvindo.&lt;br /&gt;Que me importam a mim os homens&lt;br /&gt;E o que sofrem ou supõem que sofrem?&lt;br /&gt;Sejam como eu — não sofrerão.&lt;br /&gt;Todo o mal do mundo vem de nos importarmos, uns com os outros,&lt;br /&gt;Quer para fazer bem, quer para fazer mal.&lt;br /&gt;A nossa alma e o céu e a terra bastam-nos.&lt;br /&gt;Querer mais é perder isto, e ser infeliz.)&lt;br /&gt;Eu no que estava pensando&lt;br /&gt;Quando o amigo de gente falava&lt;br /&gt;(E isso me comoveu até às lágrimas),&lt;br /&gt;Era em como o murmúrio longínquo dos chocalhos&lt;br /&gt;A esse entardecer&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Não parecia&lt;/em&gt; os sinos duma capela pequenina&lt;br /&gt;A que fossem à missa as flores e os regatos&lt;br /&gt;E as almas simples como a minha.&lt;br /&gt;(Louvado seja Deus que não sou bom,&lt;br /&gt;E tenho o egoísmo natural das flores&lt;br /&gt;E dos rios que seguem o seu caminho&lt;br /&gt;Preocupados sem o saber&lt;br /&gt;Só com o florir e ir correndo.&lt;br /&gt;É essa a única missão no Mundo,&lt;br /&gt;Essa — existir claramente,&lt;br /&gt;E saber fazê-lo sem pensar nisso.)&lt;br /&gt;E o homem calara-se, olhando o poente.&lt;br /&gt;Mas que tem com o poente quem odeia e ama?&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;XXXIII&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pobres das flores nos canteiros dos jardins regulares.&lt;br /&gt;Parecem ter medo da polícia…&lt;br /&gt;Mas tão boas que florescem do mesmo modo&lt;br /&gt;E têm o mesmo sorriso antigo&lt;br /&gt;Que tiveram para o Primeiro olhar do primeiro homem&lt;br /&gt;Que as viu aparecidas e lhes tocou levemente&lt;br /&gt;Para ver se elas falavam…&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;XXXIV&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Acho tão natural que não se pense&lt;br /&gt;Que me ponho a rir às vezes, sozinho,&lt;br /&gt;Não sei bem de quê, mas é de qualquer cousa&lt;br /&gt;Que tem que ver com haver gente que pensa…&lt;br /&gt;Que pensará o meu muro da minha sombra?&lt;br /&gt;Pergunto-me às vezes isto até dar por mim&lt;br /&gt;A perguntar-me cousas…&lt;br /&gt;E então desagrado-me, e incomodo-me&lt;br /&gt;Como se desse por mim com um pé dormente…&lt;br /&gt;Que pensará isto de aquilo?&lt;br /&gt;Nada pensa nada.&lt;br /&gt;Terá a terra consciência das pedras e plantas que tem?&lt;br /&gt;Se ela a tiver, que a tenha…&lt;br /&gt;Que me importa isso a mim?&lt;br /&gt;Se eu pensasse nessas cousas,&lt;br /&gt;Deixaria de ver as árvores e as plantas&lt;br /&gt;E deixava de ver a Terra,&lt;br /&gt;Para ver só os meus pensamentos…&lt;br /&gt;Entristecia e ficava às escuras.&lt;br /&gt;E assim, sem pensar tenho a Terra e o Céu.&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;XXXV&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O luar através dos altos ramos,&lt;br /&gt;Dizem os poetas todos que ele é mais&lt;br /&gt;Que o luar através dos altos ramos.&lt;br /&gt;Mas para mim, que não sei o que penso,&lt;br /&gt;O que o luar através dos altos ramos&lt;br /&gt;E, além de ser&lt;br /&gt;O luar através dos altos ramos,&lt;br /&gt;É não ser mais&lt;br /&gt;Que o luar através dos altos ramos.&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;XXXVI&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;E há poetas que são artistas&lt;br /&gt;E trabalham nos seus versos&lt;br /&gt;Como um carpinteiro nas tábuas!…&lt;br /&gt;Que triste não saber florir!&lt;br /&gt;Ter que pôr verso sobre verso, como quem constrói um muro&lt;br /&gt;E ver se está bem, e tirar se não está!…&lt;br /&gt;Quando a única casa artística é a Terra toda&lt;br /&gt;Que varia e está sempre bem e é sempre a mesma.&lt;br /&gt;Penso nisto, não como quem pensa, mas como quem respira,&lt;br /&gt;E olho para as flores e sorrio…&lt;br /&gt;Não sei se elas me compreendem&lt;br /&gt;Nem se eu as compreendo a elas,&lt;br /&gt;Mas sei que a verdade está nelas e em mim&lt;br /&gt;E na nossa comum divindade&lt;br /&gt;De nos deixarmos ir e viver pela Terra&lt;br /&gt;E levar ao colo pelas Estações contentes&lt;br /&gt;E deixar que o vento cante para adormecermos&lt;br /&gt;E não termos sonhos no nosso sono.&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;XXXVII&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Como um grande borrão de fogo sujo&lt;br /&gt;O sol posto demora-se nas nuvens que ficam.&lt;br /&gt;Vem um silvo vago de longe na tarde muito calma.&lt;br /&gt;Deve ser dum comboio longínquo.&lt;br /&gt;Neste momento vem-me uma vaga saudade&lt;br /&gt;E um vago desejo plácido&lt;br /&gt;Que aparece e desaparece.&lt;br /&gt;Também às vezes, à flor dos ribeiros,&lt;br /&gt;Formam-se bolhas na água&lt;br /&gt;Que nascem e se desmancham&lt;br /&gt;E não têm sentido nenhum&lt;br /&gt;Salvo serem bolhas de água&lt;br /&gt;Que nascem e se desmancham.&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;XXXVIII&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Bendito seja o mesmo sol de outras terras&lt;br /&gt;Que faz meus irmãos todos os homens&lt;br /&gt;Porque todos os homens, um momento no dia, o olham como eu,&lt;br /&gt;E nesse puro momento&lt;br /&gt;Todo limpo e sensível&lt;br /&gt;Regressam lacrimosamente&lt;br /&gt;E com um suspiro que mal sentem&lt;br /&gt;Ao homem verdadeiro e primitivo&lt;br /&gt;Que via o Sol nascer e ainda o não adorava.&lt;br /&gt;Porque isso é natural — mais natural&lt;br /&gt;Que adorar o ouro e Deus&lt;br /&gt;E a arte e a moral…&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;XXXIX&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O mistério das cousas, onde está ele?&lt;br /&gt;Onde está ele que não aparece&lt;br /&gt;Pelo menos a mostrar-nos que é mistério?&lt;br /&gt;Que sabe o rio disso e que sabe a árvore?&lt;br /&gt;E eu, que não sou mais do que eles, que sei disso?&lt;br /&gt;Sempre que olho para as cousas e penso no que os homens pensam delas,&lt;br /&gt;Rio como um regato que soa fresco numa pedra.&lt;br /&gt;Porque o único sentido oculto das cousas&lt;br /&gt;É elas não terem sentido oculto nenhum,&lt;br /&gt;É mais estranho do que todas as estranhezas&lt;br /&gt;E do que os sonhos de todos os poetas&lt;br /&gt;E os pensamentos de todos os filósofos,&lt;br /&gt;Que as cousas sejam realmente o que parecem ser&lt;br /&gt;E não haja nada que compreender.&lt;br /&gt;Sim, eis o que os meus sentidos aprenderam sozinhos: —&lt;br /&gt;As cousas não têm significação: têm existência.&lt;br /&gt;As cousas são o único sentido oculto das cousas.&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;XL&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Passa uma borboleta por diante de mim&lt;br /&gt;E pela primeira vez no Universo eu reparo&lt;br /&gt;Que as borboletas não têm cor nem movimento,&lt;br /&gt;Assim como as flores não têm perfume nem cor.&lt;br /&gt;A cor é que tem cor nas asas da borboleta,&lt;br /&gt;No movimento da borboleta o movimento é que se move,&lt;br /&gt;O perfume é que tem perfume no perfume da flor.&lt;br /&gt;A borboleta é apenas borboleta&lt;br /&gt;E a flor é apenas flor.&lt;/div&gt;&lt;div class="alignright"&gt;07/05/1914&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;XLI&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No entardecer dos dias de Verão, às vezes,&lt;br /&gt;Ainda que não haja brisa nenhuma, parece&lt;br /&gt;Que passa, um momento, uma leve brisa…&lt;br /&gt;Mas as árvores permanecem imóveis&lt;br /&gt;Em todas as folhas das suas folhas&lt;br /&gt;E os nossos sentidos tiveram uma ilusão,&lt;br /&gt;Tiveram a ilusão do que lhes agradaria…&lt;br /&gt;Ah, os sentidos, os doentes que veem e ouvem!&lt;br /&gt;Fôssemos nós como devíamos ser&lt;br /&gt;E não haveria em nós necessidade de ilusão…&lt;br /&gt;Bastar-nos-ia sentir com clareza e vida&lt;br /&gt;E nem repararmos para que há sentidos…&lt;br /&gt;Mas graças a Deus que há imperfeição no Mundo&lt;br /&gt;Porque a imperfeição é uma cousa,&lt;br /&gt;E haver gente que erra é original,&lt;br /&gt;E haver gente doente torna o Mundo engraçado.&lt;br /&gt;Se não houvesse imperfeição, havia uma cousa a menos,&lt;br /&gt;E deve haver muita cousa&lt;br /&gt;Para termos muito que ver e ouvir…&lt;/div&gt;&lt;div class="alignright"&gt;07/05/1914&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;XLII&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Passou a diligência pela estrada, e foi-se;&lt;br /&gt;E a estrada não ficou mais bela, nem sequer mais feia.&lt;br /&gt;Assim é a acção humana pelo mundo fora.&lt;br /&gt;Nada tiramos e nada pomos; passamos e esquecemos;&lt;br /&gt;E o sol é sempre pontual todos os dias.&lt;/div&gt;&lt;div class="alignright"&gt;07/05/1914&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;XLIII&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Antes o voo da ave, que passa e não deixa rasto,&lt;br /&gt;Que a passagem do animal, que fica lembrada no chão.&lt;br /&gt;A ave passa e esquece, e assim deve ser.&lt;br /&gt;O animal, onde já não está e por isso de nada serve,&lt;br /&gt;Mostra que já esteve, o que não serve para nada.&lt;br /&gt;A recordação é uma traição à Natureza,&lt;br /&gt;Porque a Natureza de ontem não é Natureza.&lt;br /&gt;O que foi não é nada, e lembrar é não ver.&lt;br /&gt;Passa, ave, passa, e ensina-me a passar!&lt;/div&gt;&lt;div class="alignright"&gt;07/05/1914&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;XLIV&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Acordo de noite subitamente,&lt;br /&gt;E o meu relógio ocupa a noite toda.&lt;br /&gt;Não sinto a Natureza lá fora.&lt;br /&gt;O meu quarto é uma cousa escura com paredes vagamente brancas.&lt;br /&gt;Lá fora há um sossego como se nada existisse.&lt;br /&gt;Só o relógio prossegue o seu ruído.&lt;br /&gt;E esta pequena cousa de engrenagens que está em cima da minha mesa&lt;br /&gt;Abafa toda a existência da terra e do céu…&lt;br /&gt;Quase que me perco a pensar o que isto significa,&lt;br /&gt;Mas estaco, e sinto-me sorrir na noite com os cantos da boca&lt;br /&gt;Porque a única cousa que o meu relógio simboliza ou significa&lt;br /&gt;Enchendo com a sua pequenez a noite enorme&lt;br /&gt;É a curiosa sensação de encher a noite enorme&lt;br /&gt;Com a sua pequenez…&lt;/div&gt;&lt;div class="alignright"&gt;07/05/1914&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;XLV&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Um renque de árvores lá longe, lá para a encosta.&lt;br /&gt;Mas o que é um renque de árvores? Há árvores apenas.&lt;br /&gt;Renque e o plural árvores não são cousas, são nomes.&lt;br /&gt;Tristes das almas humanas, que põem tudo em ordem,&lt;br /&gt;Que traçam linhas de cousa a cousa,&lt;br /&gt;Que põem letreiros com nomes nas árvores absolutamente reais,&lt;br /&gt;E desenham paralelos de latitude e longitude&lt;br /&gt;Sobre a própria terra inocente e mais verde e florida do que isso!&lt;/div&gt;&lt;div class="alignright"&gt;07/05/1914&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;XLVI&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Deste modo ou daquele modo,&lt;br /&gt;Conforme calha ou não calha,&lt;br /&gt;Podendo às vezes dizer o que penso,&lt;br /&gt;E outras vezes dizendo-o mal e com misturas,&lt;br /&gt;Vou escrevendo os meus versos sem querer,&lt;br /&gt;Como se escrever não fosse uma cousa feita de gestos,&lt;br /&gt;Como se escrever fosse uma cousa que me acontecesse&lt;br /&gt;Como dar-me o sol de fora.&lt;br /&gt;Procuro dizer o que sinto&lt;br /&gt;Sem pensar em que o sinto.&lt;br /&gt;Procuro encostar as palavras à ideia&lt;br /&gt;E não precisar dum corredor&lt;br /&gt;Do pensamento para as palavras.&lt;br /&gt;Nem sempre consigo sentir o que sei que devo sentir.&lt;br /&gt;O meu pensamento só muito devagar atravessa o rio a nado&lt;br /&gt;Porque lhe pesa o fato que os homens o fizeram usar.&lt;br /&gt;Procuro despir-me do que aprendi,&lt;br /&gt;Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,&lt;br /&gt;E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,&lt;br /&gt;Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras,&lt;br /&gt;Desembrulhar-me e ser eu, não Alberto Caeiro,&lt;br /&gt;Mas um animal humano que a Natureza produziu.&lt;br /&gt;E assim escrevo, querendo sentir a Natureza, nem sequer como um  homem,&lt;br /&gt;Mas como quem sente a Natureza, e mais nada.&lt;br /&gt;E assim escrevo, ora bem, ora mal,&lt;br /&gt;Ora acertando com o que quero dizer, ora errando,&lt;br /&gt;Caindo aqui, levantando-me acolá,&lt;br /&gt;Mas indo sempre no meu caminho como um cego teimoso.&lt;br /&gt;Ainda assim, sou alguém.&lt;br /&gt;Sou o Descobridor da Natureza.&lt;br /&gt;Sou o Argonauta das sensações verdadeiras.&lt;br /&gt;Trago ao Universo um novo Universo&lt;br /&gt;Porque trago ao Universo ele-próprio.&lt;br /&gt;Isto sinto e isto escrevo&lt;br /&gt;Perfeitamente sabedor e sem que não veja&lt;br /&gt;Que são cinco horas do amanhecer&lt;br /&gt;E que o sol, que ainda não mostrou a cabeça&lt;br /&gt;Por cima do muro do horizonte,&lt;br /&gt;Ainda assim já se lhe veem as pontas dos dedos&lt;br /&gt;Agarrando o cimo do muro&lt;br /&gt;Do horizonte cheio de montes baixos.&lt;/div&gt;&lt;div class="alignright"&gt;10/05/1914&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;XLVII&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Num dia excessivamente nítido,&lt;br /&gt;Dia em que dava a vontade de ter trabalhado muito&lt;br /&gt;Para nele não trabalhar nada,&lt;br /&gt;Entrevi, como uma estrada por entre as árvores,&lt;br /&gt;O que talvez seja o Grande Segredo,&lt;br /&gt;Aquele Grande Mistério de que os poetas falsos falam.&lt;br /&gt;Vi que não há Natureza,&lt;br /&gt;Que Natureza não existe,&lt;br /&gt;Que há montes, vales, planícies,&lt;br /&gt;Que há árvores, flores, ervas,&lt;br /&gt;Que há rios e pedras,&lt;br /&gt;Mas que não há um todo a que isso pertença,&lt;br /&gt;Que um conjunto real e verdadeiro&lt;br /&gt;É uma doença das nossas ideias.&lt;br /&gt;A Natureza é partes sem um todo.&lt;br /&gt;Isto é talvez o tal mistério de que falam.&lt;br /&gt;Foi isto o que sem pensar nem parar,&lt;br /&gt;Acertei que devia ser a verdade&lt;br /&gt;Que todos andam a achar e que não acham,&lt;br /&gt;E que só eu, porque a não fui achar, achei.&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;XLVIII&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Da mais alta janela da minha casa&lt;br /&gt;Com um lenço branco digo adeus&lt;br /&gt;Aos meus versos que partem para a humanidade.&lt;br /&gt;E não estou alegre nem triste.&lt;br /&gt;Esse é o destino dos versos.&lt;br /&gt;Escrevi-os e devo mostrá-los a todos&lt;br /&gt;Porque não posso fazer o contrário&lt;br /&gt;Como a flor não pode esconder a cor,&lt;br /&gt;Nem o rio esconder que corre,&lt;br /&gt;Nem a árvore esconder que dá fruto.&lt;br /&gt;Ei-los que vão já longe como que na diligência&lt;br /&gt;E eu sem querer sinto pena&lt;br /&gt;Como uma dor no corpo.&lt;br /&gt;Quem sabe quem os lerá?&lt;br /&gt;Quem sabe a que mãos irão?&lt;br /&gt;Flor, colheu-me o meu destino para os olhos.&lt;br /&gt;Árvore, arrancaram-me os frutos para as bocas.&lt;br /&gt;Rio, o destino da minha água era não ficar em mim.&lt;br /&gt;Submeto-me e sinto-me quase alegre,&lt;br /&gt;Quase alegre como quem se cansa de estar triste.&lt;br /&gt;Ide, ide de mim!&lt;br /&gt;Passa a árvore e fica dispersa pela Natureza.&lt;br /&gt;Murcha a flor e o seu pó dura sempre.&lt;br /&gt;Corre o rio e entra no mar e a sua água é sempre a que foi sua.&lt;br /&gt;Passo e fico, como o Universo.&lt;/div&gt;&lt;div class="aligncenter"&gt;&lt;strong&gt;XLIX&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Meto-me para dentro, e fecho a janela.&lt;br /&gt;Trazem o candeeiro e dão as boas noites,&lt;br /&gt;E a minha voz contente dá as boas noites.&lt;br /&gt;Oxalá a minha vida seja sempre isto:&lt;br /&gt;O dia cheio de sol, ou suave de chuva,&lt;br /&gt;Ou tempestuoso como se acabasse o Mundo,&lt;br /&gt;A tarde suave e os ranchos que passam&lt;br /&gt;Fitados com interesse da janela,&lt;br /&gt;O último olhar amigo dado ao sossego das árvores,&lt;br /&gt;E depois, fechada a janela, o candeeiro aceso,&lt;br /&gt;Sem ler nada, nem pensar em nada, nem dormir,&lt;br /&gt;Sentir a vida correr por mim como um rio por seu leito,&lt;br /&gt;E lá fora um grande silêncio como um deus que dorme.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="meta-info-block"&gt; &lt;div class="meta-info"&gt; &lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span&gt;autor:&lt;/span&gt; Fernando Pessoa (Alberto  Caeiro) &lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span&gt;fonte:&lt;/span&gt;  Obra Poética e em Prosa &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Ed. António Quadros. Porto, Lello &amp;amp; Irmão, 1986&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6260691228425000321-3154031262932388450?l=disseram.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disseram.blogspot.com/feeds/3154031262932388450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6260691228425000321&amp;postID=3154031262932388450' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6260691228425000321/posts/default/3154031262932388450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6260691228425000321/posts/default/3154031262932388450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disseram.blogspot.com/2010/08/o-guardador-de-rebanhos.html' title='O Guardador de Rebanhos'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6260691228425000321.post-5913737277677486795</id><published>2010-04-18T13:49:00.000-07:00</published><updated>2010-04-18T13:49:51.779-07:00</updated><title type='text'>que sei</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif; font-size: 18px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;dd&gt;que sei do que serei?&amp;nbsp;&lt;/dd&gt;&lt;dd&gt;eu que não sei o que sou&lt;/dd&gt;&lt;dd&gt;ser o que penso?&amp;nbsp;&lt;/dd&gt;&lt;dd&gt;mas penso ser tanta coisa&amp;nbsp;&lt;/dd&gt;&lt;dd&gt;e a há tantos que pensam ser amesma coisa&amp;nbsp;&lt;/dd&gt;&lt;dd&gt;que não pode haver tantos&lt;/dd&gt;&lt;dd&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; fenando pessoa&lt;/dd&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6260691228425000321-5913737277677486795?l=disseram.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disseram.blogspot.com/feeds/5913737277677486795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6260691228425000321&amp;postID=5913737277677486795' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6260691228425000321/posts/default/5913737277677486795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6260691228425000321/posts/default/5913737277677486795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disseram.blogspot.com/2010/04/que-sei.html' title='que sei'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6260691228425000321.post-3267156877090775493</id><published>2010-03-23T03:12:00.001-07:00</published><updated>2010-03-23T03:12:49.657-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>... a história geológica nos mostra que a vida não é mais que um curto  episódio entre duas eternidades de morte e que, nesse próprio episódio, o  pensamento consciente não durou e não durará mais que um momento. O  pensamento não é mais que um clarão em meio a uma longa noite.&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mas esse clarão é tudo.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;b&gt;Henri Poincaré, "O valor da ciência"&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6260691228425000321-3267156877090775493?l=disseram.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disseram.blogspot.com/feeds/3267156877090775493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6260691228425000321&amp;postID=3267156877090775493' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6260691228425000321/posts/default/3267156877090775493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6260691228425000321/posts/default/3267156877090775493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disseram.blogspot.com/2010/03/blog-post.html' title=''/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6260691228425000321.post-4770741534850938119</id><published>2010-03-23T03:10:00.001-07:00</published><updated>2010-03-23T03:11:15.604-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Duvidar de tudo ou crer em tudo. São duas soluções igualmente cômodas,  que nos dispensam, ambas, de refletir.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Henri Poincaré&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6260691228425000321-4770741534850938119?l=disseram.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disseram.blogspot.com/feeds/4770741534850938119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6260691228425000321&amp;postID=4770741534850938119' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6260691228425000321/posts/default/4770741534850938119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6260691228425000321/posts/default/4770741534850938119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disseram.blogspot.com/2010/03/duvidar-de-tudo-ou-crer-em-tudo.html' title=''/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6260691228425000321.post-5510440569208342369</id><published>2010-03-14T22:48:00.000-07:00</published><updated>2010-03-14T22:48:09.135-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>“Os velhos espelhos adoram&lt;br /&gt;ficar no escuro das salas desertas.&lt;br /&gt;Porque todo o seu problema,&lt;br /&gt;que até parece humano,&lt;br /&gt;é apenas o seguinte: - reflexos? ou reflexões?”&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;b&gt;Mario Quintana &lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6260691228425000321-5510440569208342369?l=disseram.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disseram.blogspot.com/feeds/5510440569208342369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6260691228425000321&amp;postID=5510440569208342369' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6260691228425000321/posts/default/5510440569208342369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6260691228425000321/posts/default/5510440569208342369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disseram.blogspot.com/2010/03/os-velhos-espelhos-adoram-ficar-no.html' title=''/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6260691228425000321.post-6196001358113206744</id><published>2010-03-14T22:46:00.000-07:00</published><updated>2010-03-14T22:46:55.144-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O que vale na vida&lt;br /&gt;Não é o ponto de partida&lt;br /&gt;E sim a caminhada&lt;br /&gt;Caminhando e semeando&lt;br /&gt;No fim terás&lt;br /&gt;O que colher&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; by Cora Coralina&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6260691228425000321-6196001358113206744?l=disseram.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disseram.blogspot.com/feeds/6196001358113206744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6260691228425000321&amp;postID=6196001358113206744' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6260691228425000321/posts/default/6196001358113206744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6260691228425000321/posts/default/6196001358113206744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disseram.blogspot.com/2010/03/o-que-vale-na-vida-nao-e-o-ponto-de.html' title=''/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6260691228425000321.post-6409436815791918088</id><published>2009-01-11T05:31:00.001-08:00</published><updated>2009-01-11T05:31:36.720-08:00</updated><title type='text'>Conhecer a Si</title><content type='html'>O primeiro dever da inteligência é desconfiar de si mesma. (Stanislaw Kersy Lec)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6260691228425000321-6409436815791918088?l=disseram.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disseram.blogspot.com/feeds/6409436815791918088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6260691228425000321&amp;postID=6409436815791918088' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6260691228425000321/posts/default/6409436815791918088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6260691228425000321/posts/default/6409436815791918088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disseram.blogspot.com/2009/01/conhecer-si.html' title='Conhecer a Si'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6260691228425000321.post-7489223572131651495</id><published>2009-01-11T04:46:00.001-08:00</published><updated>2009-01-11T04:50:43.826-08:00</updated><title type='text'>verdade e mentira</title><content type='html'>Na origem das mentiras está a imagem idealizada que temos de nós próprios, a qual desejamos impor aos outros. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Anais Nin&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um pouco de agilidade mental e algumas leituras em segunda mão, qualquer homem encontra as provas daquilo em que deseja acreditar. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bertrand Russell&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6260691228425000321-7489223572131651495?l=disseram.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disseram.blogspot.com/feeds/7489223572131651495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6260691228425000321&amp;postID=7489223572131651495' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6260691228425000321/posts/default/7489223572131651495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6260691228425000321/posts/default/7489223572131651495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disseram.blogspot.com/2009/01/verdade-e-mentira.html' title='verdade e mentira'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6260691228425000321.post-6747652609042798652</id><published>2008-09-09T11:07:00.000-07:00</published><updated>2008-09-09T11:08:43.326-07:00</updated><title type='text'>perdeu a preciosa oportundade de ficar calado..</title><content type='html'>Sou livre de qualquer preconceito. Odeio todo mundo, indistintamente. &lt;b&gt;W.C. Fields&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única obrigação que temos para a com a História é a de reescrevê-la. &lt;b&gt;Oscar Wilde&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que penso; logo, acho que existo.   &lt;b&gt;Ambrose Pierce&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma sociedade que suprime a aventura faz com que a única aventura se torne a supressão desta sociedade.  &lt;b&gt;Jerry Rubin&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu animal favorito: bife.  &lt;b&gt;Fran Lebowitz&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6260691228425000321-6747652609042798652?l=disseram.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disseram.blogspot.com/feeds/6747652609042798652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6260691228425000321&amp;postID=6747652609042798652' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6260691228425000321/posts/default/6747652609042798652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6260691228425000321/posts/default/6747652609042798652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disseram.blogspot.com/2008/09/perdeu-preciosa-oportundade-de-ficar.html' title='perdeu a preciosa oportundade de ficar calado..'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6260691228425000321.post-7389096017145528034</id><published>2008-09-09T11:04:00.000-07:00</published><updated>2008-09-09T11:10:02.203-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Jamais se desepere em meio às mais sombrias aflições da sua vida, pois das nuvens &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;mais negras cai água límpida e fecunda. - &lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Provérbio chinês &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;     Uma alegria compartilhada se transforma em dupla alegria; uma dor compartilhada, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;em meia dor. - &lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Provérbio sueco &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;   &lt;br /&gt;Quando você quiser que algo seja dito, peça a um homem; quando quiser que algo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;seja feito, peça a uma mulher. - &lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Margareth Tatcher &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;     O oposto da vida não é a morte, é a indiferença &lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- Erik Wiesel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;     Escreve na areia as faltas de teu amigo. &lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- Pitágoras &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;     Um homem é julgado sobreturo por seus vícios. As virtudes se pode fingir; os vícios &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;são sempre genuínos. - &lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Klaus Kinski &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;     Nós dois formamos uma multidão. - &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ovídio  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;     Elogie em público, critique em particular. - &lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: trebuchet ms;"&gt;H. Jackson Brown Jr&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;     Bem feito é melhor que bem explicado. - &lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Benjamin Franklin &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;     A felicidade não é uma ausência de problemas; mas a capacidade de lidar com eles. - &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;" &gt;H. Jackson Brown Jr.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;     Sucesso é conseguir aquilo que você quer. Felicidade é gostar daquilo que você &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;     conseguiu. - &lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: trebuchet ms;"&gt;H. Jackson Brown Jr. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;     O fracasso é sucesso quando aprendemos com ele. - &lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Forbes &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;                 &lt;br /&gt;       &lt;!-- End .post --&gt;            &lt;!-- Begin #comments --&gt;      &lt;!-- End #comments --&gt;                           &lt;!-- Begin .post --&gt;   &lt;a style="font-family: trebuchet ms;" name="5769959"&gt;&lt;/a&gt;                      &lt;div style="font-family: trebuchet ms;" class="post-body"&gt;  &lt;div&gt;       &lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;     &lt;/div&gt;     &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6260691228425000321-7389096017145528034?l=disseram.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' 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Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6260691228425000321/posts/default/1782438297664695384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6260691228425000321/posts/default/1782438297664695384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disseram.blogspot.com/2007/11/de-manha-escureco-de-dia-tardo-de-tarde.html' title=''/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6260691228425000321.post-8811017553627523008</id><published>2007-11-04T08:02:00.001-08:00</published><updated>2007-11-04T08:04:19.060-08:00</updated><title type='text'>Realidade</title><content type='html'>A realidade está sempre correndo meio segundo à frente da nossa consciência da própria realidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6260691228425000321-8811017553627523008?l=disseram.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disseram.blogspot.com/feeds/8811017553627523008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6260691228425000321&amp;postID=8811017553627523008' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6260691228425000321/posts/default/8811017553627523008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6260691228425000321/posts/default/8811017553627523008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disseram.blogspot.com/2007/11/realidade-est-sempre-correndo-meio.html' title='Realidade'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6260691228425000321.post-6701461395717068224</id><published>2007-08-19T18:50:00.000-07:00</published><updated>2007-08-19T19:59:42.174-07:00</updated><title type='text'>Mulher &amp; Homem</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;“A mulher é, o homem torna-se.”&lt;br /&gt;(&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Paule Salomon&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É necessário notar também que os homens fundaram muitas religiões, acumularam muitas palavras elucidativas sobre a vida espiritual, e esse saber teórico muitas vezes acabou por ultrapassar a vivência real de uma realização pessoal. A cultura tomou o lugar da experiência direta, o símbolo substitui o sentimento.”&lt;br /&gt;(&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Paule Salomon&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O outro é para mim sempre inatingível, seja qual for a intensidade do amor que me anima. O outro me escapa, ele não está jamais onde eu achava que poderia encontrá-lo. Mas, ao mesmo tempo, eu tenho essa maravilhosa capacidade humana de poder me projetar, de me identificar com ele, de sentir o que ele sente ou de imaginar sentir o que ele sente. Eu sou o criador das sensações que recebo dele, e é essa a minha maneira de conhecê-lo, de descrevê-lo, de representá-lo para mim mesmo. A todo instante estou identificado com o meu corpo; tenho consciência do meu eu e posso também me identificar com uma paisagem, uma pedra, com um animal e, sobretudo, com outro ser humano. Eu sinto você, eu adivinho você, eu sou você. A loucura do amor é a vontade de se tornar o outro e tornar-se o outro para se esquecer de si mesmo. A sabedoria do amor está em saber entrar e sair. Eu me torno você, mas volto para mim. Eu adquiro como que uma leveza do ser para me desmultiplicar e, paradoxalmente, é assim que eu me aproximo mais do sentimento de unidade, que é o meu horizonte e a minha nostalgia.”&lt;br /&gt;(&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Paule Salomon&lt;/span&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6260691228425000321-6701461395717068224?l=disseram.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disseram.blogspot.com/feeds/6701461395717068224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6260691228425000321&amp;postID=6701461395717068224' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6260691228425000321/posts/default/6701461395717068224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6260691228425000321/posts/default/6701461395717068224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disseram.blogspot.com/2007/08/mulher-homem.html' title='Mulher &amp; Homem'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6260691228425000321.post-3737840461034977636</id><published>2007-07-22T08:20:00.001-07:00</published><updated>2009-05-16T05:34:48.159-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coração'/><title type='text'>Coração</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Há duas tragédias na vida.&lt;br /&gt;Uma é não fazer o que o coração deseja.&lt;br /&gt;...  a outra é             fazer.&lt;br /&gt;( &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;desconhecido&lt;/span&gt; )&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6260691228425000321-3737840461034977636?l=disseram.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disseram.blogspot.com/feeds/3737840461034977636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6260691228425000321&amp;postID=3737840461034977636' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6260691228425000321/posts/default/3737840461034977636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6260691228425000321/posts/default/3737840461034977636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disseram.blogspot.com/2007/07/h-duas-tragdias-na-vida.html' title='Coração'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6260691228425000321.post-8921763311469471495</id><published>2007-04-11T03:49:00.001-07:00</published><updated>2008-05-05T05:09:11.463-07:00</updated><title type='text'>Deus</title><content type='html'>...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O meu ateísmo não é culpa minha. Deus me deu pouca fé”.&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;(Raquel de Queirós) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"por isto uma força me leva a cantar / por isto esta força estranha no ar / por isto é que eu canto não posso parar"&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;(Caetano Veloso)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;God is a concept by which we measure our pain&lt;br /&gt;i´ll say it again&lt;br /&gt;God is a concept by which we measure our pain&lt;br /&gt;i don´t believe in magic&lt;br /&gt;i don´t believe in i ching&lt;br /&gt;i don´t believe in bible&lt;br /&gt;i don´t believe in tarot&lt;br /&gt;i don´t believe in hitler&lt;br /&gt;i don´t believe in jesus&lt;br /&gt;i don´t believe in kennedy&lt;br /&gt;i don´t believe in budda&lt;br /&gt;i don´t believe in mantra&lt;br /&gt;i don´t believe in gita&lt;br /&gt;i don´t believe in yoga&lt;br /&gt;i don´t believe in Elvis&lt;br /&gt;i don´t believe in Dylan&lt;br /&gt;i don´t believe in Beatles&lt;br /&gt;i just believe in me&lt;br /&gt;and thats reality&lt;br /&gt;(yoko and me)&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;(Johnn Lennon)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,153,255)"&gt;DEUS&lt;br /&gt;O deus é um conceito pelo qual nós medimos a nossa dor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,153,255)"&gt;Vou dizer outra vez: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,153,255)"&gt;O deus é um conceito pelo qual nós medimos a nossa dor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,153,255)"&gt;Não acredito na mágica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,153,255)"&gt;Não acredito no i ching&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,153,255)"&gt;Não acredito na biblia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,153,255)"&gt;Não acredito no tarot&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,153,255)"&gt;Não acredito no hitler&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,153,255)"&gt;Não acredito no jesus &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,153,255)"&gt;Não acredito no kennedy&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,153,255)"&gt;Não acredito no budda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,153,255)"&gt;Não acredito no mantra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,153,255)"&gt;Não acredito no gita&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,153,255)"&gt;Não acredito na yoga&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,153,255)"&gt;Não acredito no Elvis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,153,255)"&gt;Não acredito no Dylan&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,153,255)"&gt;Não acredito no Beatles&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,153,255)"&gt;Eu acredito apenas em mim e&lt;br /&gt;na realidade daquilo que é&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(153,153,255)"&gt;(yoko e mim)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6260691228425000321-8921763311469471495?l=disseram.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disseram.blogspot.com/feeds/8921763311469471495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6260691228425000321&amp;postID=8921763311469471495' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6260691228425000321/posts/default/8921763311469471495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6260691228425000321/posts/default/8921763311469471495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disseram.blogspot.com/2007/04/deus.html' title='Deus'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6260691228425000321.post-3989399937142005175</id><published>2007-04-11T02:24:00.000-07:00</published><updated>2008-08-24T02:41:42.517-07:00</updated><title type='text'>razão humana</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;O desejo da gente não é definido, fixo. Ele não precisa ser "descoberto", mas inventado .&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(Calligares)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É ignorância não saber distinguir entre o que necessita demonstração e o que não necessita."&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Aristóteles)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A gente leva da vida, a vida que a gente leva."&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Tom Jobim)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Avalia-se a inteligência de um indivíduo pela quantidade de incertezas que ele é capaz de suportar."&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Immanuel Kant)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Crer é errar. Não crer de nada serve."&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Fernando Pessoa)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Existem basicamente tres tipos de pessoas:&lt;br /&gt;as que mostrando, conseguem enxergar.&lt;br /&gt;as que mesmo mostrando, não conseguem enxergar.&lt;br /&gt;as que mesmo não mostrando, conseguem enxergar."&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Mi Yamagishi)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Somos o intervalo entre o nosso desejo e aquilo que o desejo dos outros fizeram de nós "&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Fernando Pessoa)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Saber e não fazer é ainda não saber."&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;"Quem sabe faz; quem não sabe, ensina."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;(?)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As coisas não são o que parecem ser.&lt;br /&gt;Nem são qualquer outra coisa."&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Buddha)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;De manhã escureço&lt;br /&gt;De dia tardo&lt;br /&gt;De tarde anoiteço&lt;br /&gt;De  noite ardo&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;(Vinicius de Moraes)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6260691228425000321-3989399937142005175?l=disseram.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6260691228425000321/posts/default/3989399937142005175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6260691228425000321/posts/default/3989399937142005175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disseram.blogspot.com/2007/04/ignorncia-no-saber-distinguir-entre-o.html' title='razão humana'/><author><name>alam</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14817155611392814251</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_znXjK1c1YKE/SLndr94RMMI/AAAAAAAACws/LJgM2m5i6_M/S220/alam.jpg'/></author></entry></feed>
